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	<title>O Homem Sem a Camera</title>
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	<description>História, Teoria, Arte, Fotografia...</description>
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		<title>O Homem Sem a Camera</title>
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		<title>Sobre a PM no Campus da Usp-Oeste</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Jun 2009 15:58:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fsabino</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Manifesto cá meu repúdio pessoal a todas essas atitudes covardes da reitora Suely Vilela, que acredita estar tomando as melhores decisões apenas por ter em suas costas o apoio do governador do estado de São Paulo, José Serra. Mas ela esquece que existem mais e mais assuntos envolvidos, mais e mais pessoas que pensam e [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=fsabino.wordpress.com&amp;blog=4179489&amp;post=88&amp;subd=fsabino&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Manifesto cá meu repúdio pessoal a todas essas atitudes covardes da reitora Suely Vilela, que acredita estar tomando as melhores decisões apenas por ter em suas costas o apoio do governador do estado de São Paulo, José Serra. Mas ela esquece que existem mais e mais assuntos envolvidos, mais e mais pessoas que pensam e pressionam o poder.</p>
<p>Concordo e não dúvido que alguem jogou a primeira pedra no exército “quase-pessoal” da reitora, mas o erro maior eram eles estarem alí. Convido esse mulher a pesquisar um pouco sobre a história da universidade que ela própria guia nesses ultimos anos e perceber quão dura á foi a repressão durante aquele período chamado Ditadura Militar, que ao certo já passou, mas ainda deixa marcas, medos, consequências. Talvez observando esses fatos do passado distante, ela compreenda o porquê da repulsa a Policia Militar na Cidade Universitária e talvez, apenas talvez ela tenha o direito de cedo ou tarde se arrepender.</p>
<p>E caros amigos votantes, daqui a pouco haverão eleicões para presidência e será quase certa a canditura do Governador para o cargo de presidente. Então pergunto para o amigo mais liberal ou o mais desapegado, é com violência que se resolve isso? Todos ali mereciam isso? E por quê eu que estava de saida do trabalho sofri com as mesmas consequências? gás? spray de pimeta? bombas de “efeito moral”?  Já ouvi mtos argumentos, “é só seguir certo q ninguem apanha”, “é um local de estudar, não badernar”, etc, etc. Mas infelizmente a realidade alí é outra e convido a qualquer um visitar algumas das aulas e qualquer dia e qualquer estação do ano e ver como o nosso governo do estado cuida da sua própria universidade e como se estabelecem certas relações entre poder e estudantes.  Repito essa é minha manifestação pessoal, outro membro do cineclube podem não concordar e utilizar esse mesmo espaço para manifestar sua opnião.</p>
<p>Segue a carta do professor e minha assinatura, abraços:  Prezados colegas,  Eu nunca utilizei essa lista para outro propósito que não informes sobre o que acontece no Co (transmitindo as pautas antes da reunião e depois enviando relatos). Essa lista esteve desativada desde a última reunião do Co porque o servidor na qual ela estava instalada teve problemas e, com a greve, não podia ser reparado. Dada a urgência dos atuais acontecimentos, consegui resgatar os emails e criar uma lista emergencial em outro servidor. O que os senhores lerão abaixo é um relato em primeira pessoa de um docente que vivenciou os atos de violência que aconteram poucas horas atrás na cidade universitária (e que seguem, no momento em que lhes escrevo – acabo de escutar a explosão de uma bomba).</p>
<p>Peço perdão pelo uso desta lista para esse propósito, mas tenho certeza que os senhores perceberão a gravidade do caso.  Hoje, as associações de funcionários, estudantes e professores haviam deliberado por uma manifestação em frente à reitoria. A manifestação, que eu presenciei, foi completamente pacífica. Depois, as organizações de funcionários e estudantes saíram em passeata para o portão 1 para repudiar a presença da polícia do campus. Embora a Adusp não tivesse aderido a essa manifestação, eu, individualmente, a acompanhei para presenciar os fatos que, a essa altura, já se anunciavam. Os estudantes e funcionários chegaram ao portão 1 e ficaram cara a cara com os policiais militares, na altura da avenida Alvarenga. Houve as palavras de ordem usuais dos sindicatos contra a presença da polícia e xingamentos mais ou menos espontâneos por parte dos manifestantes. Estimo cerca de 1200 pessoas nesta manifestação.  Nesta altura, saí da manifestação, porque se iniciava assembléia dos docentes da USP que seria realizada no prédio da História/ Geografia.</p>
<p>No decorrer da assembléia, chegaram relatos que a tropa de choque havia agredido os estudantes e funcionários e que se iniciava um tumulto de grandes proporções. A assembléia foi suspensa e saímos para o estacionamento e descemos as escadas que dão para a avenida Luciano Gualberto para ver o que estava acontecendo. Quando chegamos na altura do gramado, havia uma multidão de centenas de pessoas, a maioria estudantes correndo e a tropa de choque avançando e lançando bombas de concusão (falsamente chamadas de “efeito moral” porque soltam estilhaços e machucam bastante) e de gás lacrimogêneo. A multidão subiu correndo até o prédio da História/ Geografia, onde a assembléia havia sido interrompida e começou a chover bombas no estacionamento e entrada do prédio (mais ou menos em frente à lanchonete e entrada das rampas). Sentimos um cheiro forte de gás lacrimogêneo e dezenas de nossos colegas começaram a passar mal devido aos efeitos do gás – lembro da professora Graziela, do professor Thomás, do professor Alessandro Soares, do professor Cogiolla, do professor Jorge Machado e da professora Lizete todos com os olhos inchados e vermelhos e tontos pelo efeito do gás. A multidão de cerca de 400 ou 500 pessoas ficou acuada neste edifício cercada pela polícia e 4 helicópteros.</p>
<p>O clima era de pânico. Durante cerca de uma hora, pelo menos, se ouviu a explosão de bombas e o cheiro de gás invadia o prédio. Depois de uma tensão que parecia infinita, recebemos notícia que um pequeno grupo havia conseguido conversar com o chefe da tropa e persuadido de recuar. Neste momento, também, os estudantes no meio de um grande tumulto haviam conseguido fazer uma pequena assembléia de umas 200 pessoas (todas as outras dispersas e em pânico) e deliberado descer até o gramado (para fazer uma assembléia mais organizada). Neste momento, recebi notícia que meu colega Thomás Haddad havia descido até a reitoria para pedir bom senso ao chefe da tropa e foi recebido com gás de pimenta e passava muito mal. Ele estava na sede da Adusp se recuperando.  Durante a espera infinita no pátio da História, os relatos de agressões se multiplicavam. Escutei que a diretoria do Sintusp foi presa de maneira completamente arbitrária e vi vários estudantes que haviam sido espancados ou se machucado com as bombas de concusão (inclusive meu colega, professor Jorge Machado). Escutei relato de pelo menos três professores que tentaram mediar o conflito e foram agredidos.</p>
<p>Na sede da Adusp, soube, por meio do relato de uma professora da TO que chegou cedo ao hospital que pelo menos dois estudantes e um funcionário haviam sido feridos. Dois colegas subiram lá agora há pouco (por volta das 7 e meia) e tiveram a entrada barrada – os seguranças não deixavam ninguém entrar e nenhum funcionário podia dar qualquer informação. Uma outra delegação de professores foi ao 93o DP para ver quantas pessoas haviam sido presas. A informação incompleta que recebo até agora é que dois funcion� �rios do Sintusp foram presos – mas escutei relatos de primeira pessoa de que haveria mais presos.  A situação, agora, é de aparente tranquilidade. Há uma assembléia de professores que se reuniu novamente na História e estou indo para lá. A situação é gravíssima. Hoje me envergonho da nossa universidade ser dirigida por uma reitora que, alertada dos riscos (eu mesmo a alertei em reunião na última sexta-feira), autorizou que essa barbárie acontecesse num campus universitário. Estou cercado de colegas que estão chocados com a omissão da reitora.</p>
<p>Na minha opinião, se a comunidade acadêmica não se mobilizar diante desses fatos gravíssimos, que atentam contra o diálogo, o bom senso e a liberdade de pensamento e ação, não sei mais.  Por favor, se acharem necessário, reenviem esse relato a quem julgarem que é conveniente.</p>
<p>Cordialmente,</p>
<p>Prof. Dr. Pablo Ortellado</p>
<p>Escola de Artes,Ciências e Humanidades</p>
<p>Universidade de São Paulo</p>
<p>Abraços a todos,</p>
<p>Felipe</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/fsabino.wordpress.com/88/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/fsabino.wordpress.com/88/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/fsabino.wordpress.com/88/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/fsabino.wordpress.com/88/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/fsabino.wordpress.com/88/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/fsabino.wordpress.com/88/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/fsabino.wordpress.com/88/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/fsabino.wordpress.com/88/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/fsabino.wordpress.com/88/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/fsabino.wordpress.com/88/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/fsabino.wordpress.com/88/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/fsabino.wordpress.com/88/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/fsabino.wordpress.com/88/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/fsabino.wordpress.com/88/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=fsabino.wordpress.com&amp;blog=4179489&amp;post=88&amp;subd=fsabino&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>TEXTO APRESENTADO AO 16º SIMPÓSIO INTERNACIONAL DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Feb 2009 19:15:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fsabino</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mac]]></category>
		<category><![CDATA[SIICUSP 2008]]></category>
		<category><![CDATA[CID COLLECTION]]></category>
		<category><![CDATA[Fotografos da Vida Moderna]]></category>
		<category><![CDATA[SIICUSP]]></category>

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		<description><![CDATA[TEXTO APRESENTADO AO 16º SIMPÓSIO INTERNACIONAL DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO VISANDO O TRABALHO DESENVOLVIDO JUNTO AO MAC-USP NO REGIME DE BOLSISTA PIBC<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=fsabino.wordpress.com&amp;blog=4179489&amp;post=84&amp;subd=fsabino&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Introdução</strong></em></p>
<p align="justify">
<p align="justify">A pesquisa de iniciação científica em questão é um seguimento do projeto de longa duração do Museu de Arte Contemporânea (MAC-USP), que visa documentar e catalogar o segmento de cerca de 1000 fotografias da Coleção Edemar Cid Ferreira que está sob a responsabilidade do Museu. Esta apresentação cobre o curto período de 5 meses de trabalho, de Maio a Setembro de 2008, pois trata-se da substituição de um bolsista anterior vinculado ao projeto. As atividades de documentação desenvolvidas no período tiveram como objetivo dar suporte à curadoria e montagem da exposição <em>Fotógrafos da Vida Moderna</em>, realizada entre 10 de Junho e 28 de Setembro de 2008 no espaço do MAC-Ibirapuera.</p>
<p align="justify">
<p align="justify"><em><strong>Breve Histórico da Coleção</strong></em></p>
<p align="justify">
<p align="justify">A guarda provisória desta coleção é garantida a Universidade de São Paulo em dezembro de 2005 por decisão da 6ª Vara Criminal de São Paulo. Decretado em 20 de Setembro do mesmo ano, o processo de falência do Banco Santos retira de seu ex-proprietário Edemar Cid Ferreira, o direito de ser &#8220;depositário judicial&#8221; de sua coleção de arte. Está é composta de diversos tipos de produções artísticas, pinturas, gravuras, instalações, fotografias, dentre outras adquiridas pelo até então proprietário do banco e presidente eleito da fundação Bienal.</p>
<p align="justify">A distribuição das obras foi feita entre sete os museus públicos da cidade de São Paulo, os quais receberam aquelas que melhor se adequavam ao perfil dos respectivos acervos. Para MAC são direcionadas 1.566 obras, onde 1427, cerca de 91% do total, são fotografias. O trabalho preliminar de inventário feito pela equipe do museu junto a Profª Drª Helouise Costa, responsável pelo acervo fotográfico, identificou 7 núcleos temáticos possíveis para a coleção, sendo eles:</p>
<p align="justify">
<p align="justify">1) Fotografia do século XIX;</p>
<p align="justify">2) Fotografia humanista francesa das décadas de 30 e 40;</p>
<p align="justify">3) Fotografia japonesa;</p>
<p align="justify">4) Fotografia moderna;</p>
<p align="justify">5) Fotografia de moda;</p>
<p align="justify">6) Fotografia documental;</p>
<p align="justify">7) Fotografia contemporânea.</p>
<p align="justify">O espaço da Cid Collection enquanto coleção particular, recontextualiza os objetos dentro de  um universo próprio, com suas dinâmicas, funções específicas e uma coerência segundo as expectativas de seu idealizador. As obras foram destinadas em um primeiro momento à realização de grandes exposições, onde eram apresentadas sem relação com o seu contexto original de produção, onde a harmonia era criada em padrões muitas vezes alheios a relação da obra com seu contexto original de produção.</p>
<p align="justify">Em relação a esse aspecto, o trabalho de documentação entra para suprir lacunas de informações que garantam a integridade das coleções e arquivos, considerando também o seu circuito original de produção e consumo, para referenciar assim futuras pesquisas, sejam documentais ou temáticas. A documentação é entendida então como um procedimento técnico pertencente a um processo mais amplo dentro do Museu, que se constitui na base da pesquisa e da difusão do acervo.</p>
<p align="justify">
<p align="justify"><em><strong>Atividades Realizadas</strong></em></p>
<p align="justify"><em> </em></p>
<p align="justify">No momento inicial da pesquisa foi necessário lidar com duas frentes para garantir em seguida o suporte a primeira mostra com as obras da CID COLLECTION: 1) A leitura sistemática de bibliografia especializada na área de museu e história da fotografia, além da consulta ao material sobre a história da coleção e seu idealizador. Foram consultadas as obras  <em>A Fotografia Moderna no Brasil </em>(2004) e <em>Museu de Arte contemporânea da Universidade de São Paulo</em>, ambas referentes a história da instituição da qual ingressava e da idéia de &#8220;moderno&#8221; no campo da fotografia. Além destas fontes foi feita consulta de todo material de imprensa organizado anteriormente. 2) Acompanhamento do trabalho de seleção final das fotografias da exposição, que contemplou também o trabalho junto ao restauro, exposeografia, montagem e curadoria.</p>
<p align="justify">Focado em torno de um eixo temático, o <em>Modernismo Fotográfico</em>, a pesquisa documental destacou um momento peculiar da história da fotografia, onde dada a relação existente dos fotógrafos com o processo de modernização e de muitos deles entre si, ocorre uma visível  constante de repetição dos temas abordados, como a <strong>cidade</strong>, o <strong>retrato do artista</strong>, o <strong>nu</strong> e o <strong>movimento</strong>.</p>
<p align="justify">Os esforços voltados que cito, consistem em dar suporte a exposição através de pesquisa biográfica sobre os fotógrafos e sobre suas obras, pesquisa sobre as fotografias selecionadas para confirmação e/ou descoberta da autoria e dos dados de identificação (título, data, técnica e série quando necessário) e levantamento bibliográfico complementar para o trabalho de curadoria.</p>
<p align="justify">Uma problemática estabelecida para o trabalho de documentação é como registrar certas informações muitas vezes relativas e específicas a outros setores da instituição, mas necessárias para uma compreensão global da coleção.</p>
<p align="justify">Essa ampliação do trabalho de documentação possibilitou também uma maior concentração de informações técnicas referentes a exposição e suas obras, para assim ampliar o banco de informações e a pesquisa  e preparação de material áudio-visual exibido no espaço expositivo. O conteúdo deste consistia em apresentar diversos trabalhos de alguns fotógrafos da seleção, no contexto de sua circulação, principalmente ligados a imprensa de época.</p>
<p align="justify">O envolvimento em todas as etapas da preparação e montagem de uma exposição museológica fechou um ciclo de aprendizado e mostrou a necessidade de se conjugar o trabalho técnico com a pesquisa acadêmica para o entendimento adequado de uma coleção. Para além do período de permanência da exposição as atividades relacionadas continuam, é necessário realizar o registro da disposição final das obras no espaço expositivo, buscando documentar a a proposta curatorial. Esta documentação em específico serve no futuro para pensar a história do objeto fotográfico e da coleção como um todo.</p>
<p align="justify">A coleta e o  arquivamento dos matérias publicados na imprensa também não se encerra com o período de exposição, já que deve incluir também documentos específicos sobre a coleção, os fotógrafos que a integram e suas obras. Todo novo documento alimenta as pastas e os dados ampliam o banco de informações que está se formando. Como último ponto a ser tratado aqui, vale destacar a exposição em si, trazendo algumas características, números e conclusões alcançadas graças a todo o caminho  percorrido.</p>
<p align="justify">
<p align="justify"><em><strong>Exposição Fotógrafos da Vida Moderna</strong></em></p>
<p align="justify">
<p align="justify"><em> </em>Resultado maior de todo esse trabalho pode ser verificado na exposição Fotógrafos da Vida Moderna. A exposição contava com 154 fotografias de 53 fotógrafos, nacionais e internacionais, dentre eles Geraldo de Barros, Thomas Farkas e German Lorca, considerados pioneiros da estética moderna na fotografia brasileira e no âmbito internacional contamos com Aleksandr Rodtchenko cuja a obra <em>Moça com leica</em> (1934) foi selecionada pela curadoria como obra emblemática da exposição por conta de seu valor representativo da estética moderna.  Além destes, estavam presentes obras de André Kértesz, Brassaï, Henri Cartier-Bresson, já consagrados no circuito das artes e outros menos iconizados como Weegee, Kineo Kuwabara e Ormond Gigli.</p>
<p align="justify">A exposição contou também com uma série de trabalhos experimentais, os consagrados fotogramas de Man Ray, intitulados pelo autor como Rayogrammas, tiveram um espaço de destaque em virines, assim como os estudos de movimento de Etienne Jules-Marey. O fotograma consiste em produzir uma imagem fotográfica sem o uso do aparelho: dispõe-se objetos sobre papel sensibilizado para em seguida expor a luz e revelar. O resultado são formas puras registradas em tom claro que contrastam com o fundo escuro, propondo assim uma fotografia aproximada do abstracionismo. Já os estudos de movimento são parte de um experimentalismo nascido no século XIX que busca compreender as variações corporais de homens e animais em um certo trajeto.</p>
<p align="justify">Uma outra sala do espaço foi dedicada às fotomontagens de dois autores nacionais Athos Bulcão, conhecido por seus trabalhos com murais em Brasília e Jorge de Lima, poeta brasileiro que produziu montagens de influência surrealista para ilustrar um de seus livros. As obras de Jorge de Lima foram cedidas através de empréstimo pelo Instituto de Estudos Brasileiros que abarca essa coleção em seu acervo Mario de Andrade.</p>
<p align="justify">O trabalho de documentação agregado a exposição temática valorizou o entendimento de um momento peculiar da história da fotografia, no qual ocorre a redefinição do papel social da arte e da relação do fotógrafo com seu objeto. Helouise Costa no texto de abertura da exposição ressalta essa característica: 	&#8220;<em>Não se tratava de produzir imagens destinadas apenas à contemplação. A fotografia passou a ser entendida prioritariamente como imagem pública de consumo, produzida para circular na forma impressa. É o momento da consolidação de um mercado para a fotografia e da profissionalização da atividade de fotógrafo. Documentar deixa de ser uma tentativa de capturar o real para tornar-se uma atividade de interpretação</em>.</p>
<p align="justify">Chegando assim a um fechamento onde vale destacar que as obras presentes nesta coleção revelam, além do experimentalismo modernista, a relação do fotógrafo moderno com o mercado por meio do fotojornalismo e da fotografia de moda<em>, </em>rompendo por essa via a dualidade documentação e experimentação, fotografia artística e fotografia aplicada.</p>
<p align="justify">Trazer a público, por meio da difusão do acervo, estes bens culturais, foi o compromisso assumido tanto pela Universidade de São Paulo, quanto pelo MAC que a integra. Todo trabalho só se torna válido a partir do momento em que atividades técnicas e acadêmicas, de pesquisa e documentação, se relacionem de uma forma solidária, visando atender satisfatoriamente às diversas demandas, institucionais, acadêmicas e pedagógicas. O fim ideal para todo trabalho de documentação é proporcionar o acesso à informação e que essa seja útil para produção de conhecimento.</p>
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		<title>Heresias &#8211; Uma Retrospectiva de Pedro Meyer</title>
		<link>http://fsabino.wordpress.com/2008/10/22/heresias-uma-retrospectiva-de-pedro-meyer/</link>
		<comments>http://fsabino.wordpress.com/2008/10/22/heresias-uma-retrospectiva-de-pedro-meyer/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 22 Oct 2008 22:07:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fsabino</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[Heresias]]></category>
		<category><![CDATA[Mac]]></category>
		<category><![CDATA[Pedro Meyer]]></category>

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		<description><![CDATA[  Boa Noite Caros,   Neste 16 de Outubro, o Museu de Arte Contemporânea de São Paulo abriu para todo público a exposição Heresias: Uma Retrospectiva de Pedro Meyer.  Para muitos de nós o trabalho desse fotógrafo passava desconhecido até ingressar neste projeto. Mexicano, atua desde a década de 80, sendo um dos idealizadores do processo numérico [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=fsabino.wordpress.com&amp;blog=4179489&amp;post=41&amp;subd=fsabino&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"> </p>
<p style="text-align:justify;">Boa Noite Caros,</p>
<p style="text-align:justify;"> </p>
<p style="text-align:justify;">Neste 16 de Outubro, o Museu de Arte Contemporânea de São Paulo abriu para todo público a exposição <strong>Heresias: Uma Retrospectiva de Pedro Meyer</strong>. </p>
<p style="text-align:justify;">Para muitos de nós o trabalho desse fotógrafo passava desconhecido até ingressar neste projeto. Mexicano, atua desde a década de 80, sendo um dos idealizadores do processo numérico (fotografia digital), sua temática transita entre a fotografia artística e fotojornalismo, analógica e digital, fotografia direta ou fotomontagens, realidade ou ilusão e talvez ai um dos grandes trunfos de toda idéia.</p>
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<dl class="wp-caption alignleft">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://fsabino.files.wordpress.com/2008/10/pedromeyer3.jpg"><img class="size-medium wp-image-42" title="Pedro Meyer" src="http://fsabino.files.wordpress.com/2008/10/pedromeyer3.jpg?w=300&#038;h=201" alt="Pedro Meyer" width="300" height="201" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Pedro Meyer</dd>
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<p style="text-align:justify;">Decidiu após quase 30 anos de produção, e mais de 300 mil fotografias tiradas, fazer sua retrospectiva, para isso convida  <a title="Curadores" href="http://www.pedromeyer.com/curators/curators.html" target="_blank">10 curadores</a> que trabalharam para filtrar esse trabalho e dividi-lo em grupos temáticos, chegando a uma cifra final de aproximadamente 1.600 imagens.</p>
<p style="text-align:justify;">Após esse passo, as fotografias estavam abertas para o mundo e muito <a title="Participating Museums" href="http://www.pedromeyer.com/museums_list/museums.html" target="_self">museus</a> passaram a aderir ao projeto, promovendo uma livre escolha e montando sua própria exposição que abriram simultaneamente em cerca de 60 instituições ao redor do mundo. </p>
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<p style="text-align:justify;">No Brasil duas instituições aderiram, o <a title="Mac-USP" href="www.macvirtual.usp.br/mac" target="_blank">Museu de Arte Contemporânea</a> de São Paulo, através da Pesquisadora e Curadora da Exposição <strong>Helouise Costa</strong> e o <a title="EEC" href="www.eccobrasilia.com.br" target="_blank">Espaço Cultural Contemporãneo</a> em Brasília. </p>
<p style="text-align:justify;">As heresias em jogo dizem respeito a transgressão dessas fronteiras e a subversão do caráter documental da fotografia. Meyer por vezes brinca com nossa percepção, quando ao observar seu trabalho nos questinamos &#8220;Será que é montagem?&#8221;, para nunca obter uma verdadeira resposta.</p>
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<p style="text-align:justify;"><a href="http://fsabino.files.wordpress.com/2008/10/meyer15.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-43" title="Explosion of Green Shairs " src="http://fsabino.files.wordpress.com/2008/10/meyer15.jpg?w=300&#038;h=205" alt="" width="300" height="205" /></a>    <a href="http://fsabino.files.wordpress.com/2008/10/8.jpg"><img class="size-full wp-image-47 alignright" title="Pegasus Carioca" src="http://fsabino.files.wordpress.com/2008/10/8.jpg?w=420" alt=""   /></a></p>
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<p style="text-align:justify;">A escolha do MAC-USP trás a público um conjunto de 40 imagens em grande formato do fotógrafo (1,20 x 0,80m).</p>
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<p style="text-align:justify;"><a href="http://fsabino.files.wordpress.com/2008/10/12.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-50" title="Em busca da Liberdade" src="http://fsabino.files.wordpress.com/2008/10/12.jpg?w=300&#038;h=198" alt="" width="300" height="198" /></a><a href="http://fsabino.files.wordpress.com/2008/10/91.jpg"><img class="size-medium wp-image-52 alignright" title="A vida não é cor de Rosa" src="http://fsabino.files.wordpress.com/2008/10/91.jpg?w=300&#038;h=200" alt="" width="300" height="200" /></a></p>
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<p style="text-align:justify;">Para além de fotografias e exposição está previsto, a organização de um livro referencial sobre sua obra, a difusão de CD-ROMS temáticos, a realização de seminários, oficinas e projetos educativos, além da disponibilização de sua produção na rede mundial de computadores.</p>
<p style="text-align:justify;">Todas as informações estão previstas no site do <a title="Pedro Meyer" href="http://www.pedromeyer.com/heresies/heresies.html" target="_blank">Projeto</a>, onde também encontramos as imagens e informações de todos os museus participantes através do mundo.</p>
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<dl class="wp-caption alignleft">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://fsabino.files.wordpress.com/2008/10/dsc01086.jpg"><img class="size-medium wp-image-55" title="Boris Kossoy e a Curadora Helouise Costa" src="http://fsabino.files.wordpress.com/2008/10/dsc01086.jpg?w=300&#038;h=168" alt="Boris Kossoy e Helouise Costa" width="300" height="168" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Boris Kossoy e Helouise Costa</dd>
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<p style="text-align:justify;">O dia de abertura contou com grande público visitante, além de figuras ligadas ao México e pesquisadores do campo de fotografia, dentre eles o Profº Drº Boris Kossy, que logo mais irá apresentar uma palestra no auditório MAC-Sede como parte do projeto ligado ao Heresias. </p>
<p style="text-align:justify;">Divulgo em breve as datas e os palestrantes.</p>
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<p style="text-align:justify;">Para fechar a noite no clima da exposição, todos os convidados participaram de um jantar com muita comida mexicana.</p>
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<dl class="wp-caption alignleft">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://fsabino.files.wordpress.com/2008/10/dsc01074.jpg"><img class="size-medium wp-image-54  " title="Exposição Pedro Meyer" src="http://fsabino.files.wordpress.com/2008/10/dsc01074.jpg?w=300&#038;h=168" alt="Visitantes e Explicações" width="300" height="168" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Visitantes e Explicações</dd>
</dl>
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<p style="text-align:justify;">Sobre a permanência da Exposição:</p>
<p style="text-align:justify;">Período : 16/10/2008  a  16/11/2008 das 10h00 às 19h00<br />
Local : MAC USP Ibirapuera <br />
Funcionamento: Pavilhão Ciccillo Matarazzo, 3º piso / Parque Ibirapuera (Prédio da Bienal)</p>
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<div id="attachment_53" class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><a href="http://fsabino.files.wordpress.com/2008/10/dsc01053.jpg"><img class="size-medium wp-image-53" title="Exposição Pedro Meyer" src="http://fsabino.files.wordpress.com/2008/10/dsc01053.jpg?w=300&#038;h=168" alt="Abertura da Exposição" width="300" height="168" /></a><p class="wp-caption-text">Abertura da Exposição</p></div>
<p>Agradeço a todos os visitantes interessados, é sempre gratificante ter a casa cheia.</p>
<p style="text-align:justify;">E em especial agradeço a todos os amigos que sempre compareçem, é mil vezes mais gratificante quando temos ao lado de nosso trabalho nossa família.</p>
<p style="text-align:justify;">E desculpo ALGUNS, que não puderam ir mas que já justificaram, antes ou depois&#8230;</p>
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<p style="text-align:justify;">É só por hoje&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;">O link dos comentários fica lá em cima!</p>
<p style="text-align:justify;">&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;-</p>
<p style="text-align:justify;">Estão também expostas no Mac Sede e Mac Ibirapuera as exposições:</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Arte Brasileira: </strong><span style="font-size:x-small;"><strong>50</strong></span><strong> </strong><span style="font-size:x-small;"><strong>Anos de História no Acervo do MAC USP</strong> e <strong>P</strong><strong>hiladelphia Stories</strong> com curadoria de Lisbeth Rebollo Gonçalves</span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>MAC Contemporâneo - Instalações: Acervo MAC USP</strong> com produções de diversos artístas</p>
<p style="text-align:justify;">Mais Informações no Link:</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://www.macvirtual.usp.br/mac/menuInterno.asp?op=1&amp;ano=2008&amp;mes=10">http://www.macvirtual.usp.br/mac/menuInterno.asp?op=1&amp;ano=2008&amp;mes=10</a></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/fsabino.wordpress.com/41/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/fsabino.wordpress.com/41/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/fsabino.wordpress.com/41/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/fsabino.wordpress.com/41/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/fsabino.wordpress.com/41/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/fsabino.wordpress.com/41/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/fsabino.wordpress.com/41/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/fsabino.wordpress.com/41/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/fsabino.wordpress.com/41/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/fsabino.wordpress.com/41/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/fsabino.wordpress.com/41/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/fsabino.wordpress.com/41/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/fsabino.wordpress.com/41/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/fsabino.wordpress.com/41/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=fsabino.wordpress.com&amp;blog=4179489&amp;post=41&amp;subd=fsabino&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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